Review Samsung Odyssey G9 OLED: imersão total em 49 polegadas
O Samsung Odyssey G9 chega ao mercado brasileiro como uma das opções mais interessantes para quem busca um monitor curvo com painel OLED. O modelo de 49 polegadas foi testado pelo Canaltech por um período de…

O Samsung Odyssey G9 chega ao mercado brasileiro como uma das opções mais interessantes para quem busca um monitor curvo com painel OLED. O modelo de 49 polegadas foi testado pelo Canaltech por um período de um mês, e o resultado é uma imersão em jogos que poucos monitores conseguem entregar.
O design do monitor é um dos pontos altos. Com acabamento na cor prata, o aparelho tem perfil fino e elegante, algo que impressiona à primeira vista. A base é grande, necessária para sustentar uma tela de quase 1,20 metro de comprimento, e o peso total com o suporte é de 12,9 kg. Os ajustes de ergonomia são simples, permitindo apenas alterar a altura e a inclinação da tela.
Na qualidade de imagem, o painel OLED entrega o que se espera da tecnologia. A resolução Dual QuadHD (5120×1440) na proporção 32:9 garante alta nitidez, com densidade de 110 pixels por polegada. Isso é útil tanto para jogos quanto para trabalho, já que é possível manter quatro janelas abertas simultaneamente na área útil da tela.
Um ponto que merece atenção é a calibração das cores. Mesmo com suporte a HDR10+, as cores não parecem tão vivas quanto em outras telas OLED testadas pelo veículo. O escurecimento automático da tela após 10 minutos de inatividade também pode incomodar, especialmente para quem usa aplicativos em modo escuro, como o Bloco de Notas do Windows 11.
O revestimento antirreflexo é o melhor já visto em um monitor OLED. Mesmo com uma janela a mais de 5 metros de distância, a tela não apresentou reflexos que atrapalhassem o uso diário, nem mesmo em jogos com cenas escuras durante o dia.
Em termos de compatibilidade, a proporção 32:9 ainda enfrenta desafios com jogos. Muitos títulos modernos suportam a resolução, mas as cutscenes costumam ser exibidas em 21:9 ou 16:9, o que quebra a imersão. Em jogos como Rocket League, foi notada uma distorção considerável nos cantos da tela.
O monitor está disponível no Brasil em duas versões. A que possui alto-falantes embutidos custa cerca de R$ 10.000, enquanto o modelo sem alto-falantes, que foi o testado, sai por aproximadamente R$ 8.100. Os concorrentes diretos incluem o LG UltraGear de 45 polegadas com painel OLED, encontrado por volta de R$ 8.000, e o Acer X49, com características semelhantes, na faixa de R$ 8.500.