Alexa Plus em português: testamos e vimos o que muda
A nova Alexa Plus vai além de uma simples mudança de voz. Em testes realizados em português, a assistente com inteligência artificial generativa mostrou uma nova forma de interação, permitindo correções de pedidos no meio da…

A nova Alexa Plus vai além de uma simples mudança de voz. Em testes realizados em português, a assistente com inteligência artificial generativa mostrou uma nova forma de interação, permitindo correções de pedidos no meio da conversa e perguntas em sequência sem recomeçar.
A assistente entendeu o contexto da casa e usou informações da rotina para respostas personalizadas. No entanto, a experiência apresentou falhas na reprodução de filmes e séries na TV, mesmo quando o conteúdo era localizado corretamente. Os testes foram feitos em modelos antigos, como Echo Dot 4 e Echo 4, e mais recentes, como Echo Show 11 e Echo Spot.
Uma das principais mudanças é a liberdade para formular comandos. Não é mais necessário decorar frases exatas ou nomes de dispositivos. Ao dizer “apaga a luz”, a Alexa Plus identifica o cômodo e executa a ação. Também é possível dar várias ordens em uma única frase, como apagar a luz da sala, acender o abajur, ligar a televisão e ajustar o ar-condicionado. Em listas de compras, a assistente separa os itens corretamente e resolve buscas por descrições vagas, como uma cena de filme ou parte de uma letra.
A criação de rotinas também mudou. Antes, era necessário abrir o aplicativo e navegar por menus. Agora, basta explicar por voz o que se deseja automatizar, testar o resultado e fazer ajustes sem tocar no celular. A ferramenta permite criar lembretes recorrentes e acompanhar informações periodicamente.
A memória contextual é um dos diferenciais da nova versão. A Alexa Plus pode guardar preferências, restrições alimentares e informações sobre a rotina dos moradores. Ela também sugere receitas com substituições adequadas, envia conteúdos ao celular e recebe documentos, como convites de eventos, para consulta futura. Durante o teste, a assistente fez uma brincadeira sobre o horário em que o usuário acorda, demonstrando o uso da memória de forma contextual.
Nos dispositivos Echo com tela, a Alexa Plus funciona como ferramenta de criação e edição de imagens. O usuário pode pedir uma imagem nova a partir de uma descrição ou solicitar alterações em uma existente. O resultado pode ser enviado ao celular, assim como receitas, roteiros e outras informações encontradas durante a conversa. As imagens geradas ficaram em nível similar ao de outras IAs, como ChatGPT e Gemini.
Na reprodução de vídeos, a Alexa Plus encontrou os títulos pedidos, mas nem sempre iniciou a reprodução automaticamente. Ao pedir para reproduzir “How I Met Your Mother” no Disney+, a assistente localizou a série e exibiu as plataformas, mas não iniciou o episódio, sendo necessário escolher manualmente uma opção na tela. Com o YouTube, a experiência foi melhor: foi possível abrir o aplicativo, pesquisar uma transmissão ao vivo da Copa do Mundo na CazéTV e iniciar o vídeo usando apenas a voz, com um comando de cada vez.
A impressão geral é que a Alexa Plus não transforma os dispositivos Echo em produtos completamente novos, mas muda a forma de usá-los. A fala natural, a combinação de pedidos e a criação de rotinas por voz reduzem a rigidez da versão anterior. A memória contextual e o envio de documentos ampliam a experiência. O ponto fraco ficou na reprodução de vídeos, que interrompe a fluidez em alguns momentos. A ferramenta ainda está em acesso antecipado no Brasil, e é possível que a Amazon corrija as falhas antes do lançamento definitivo.