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Vivo quer desligar 2G, 3G e 4G para focar no 5G

A operadora Vivo anunciou que pretende desligar gradualmente suas redes 2G, 3G e 4G “o quanto antes” para concentrar suas operações exclusivamente no 5G. A declaração foi feita pelo presidente da empresa, Christian Gebara, durante uma…

Vivo quer desligar 2G, 3G e 4G para focar no 5G
Danilo Berti/Canaltech

A operadora Vivo anunciou que pretende desligar gradualmente suas redes 2G, 3G e 4G “o quanto antes” para concentrar suas operações exclusivamente no 5G. A declaração foi feita pelo presidente da empresa, Christian Gebara, durante uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (28).

A empresa ainda não definiu um cronograma para o encerramento de cada tecnologia. O processo não ocorrerá de uma só vez, pois depende da migração de equipamentos conectados às redes antigas e do avanço dos acordos de compartilhamento de infraestrutura com a TIM.

2G deve ser desligado primeiro

Segundo Gebara, a rede 2G deve ser a primeira a ser desativada, devido à baixa demanda atual. O desligamento permitirá que as frequências ocupadas por essa tecnologia sejam usadas em redes móveis mais recentes. O principal desafio está nos dispositivos de internet das coisas que ainda dependem do 2G. Antes do encerramento, esses equipamentos precisam ser substituídos ou homologados para funcionar em outras tecnologias.

A Vivo também inclui as redes 3G e 4G em seu plano de racionalização. A quarta geração, no entanto, ainda terá um papel importante durante a ampliação da cobertura 5G e continua recebendo investimentos. “Hoje, nosso investimento é basicamente em 5G e algo em 4G”, afirmou Gebara. O executivo não informou qual rede será a próxima a sair de operação depois do 2G, nem indicou um ano para que a Vivo opere exclusivamente com o 5G.

Acordo com a TIM ajuda a retirar equipamentos

Parte da estratégia depende do acordo de RAN Sharing entre Vivo e TIM, que permite às operadoras compartilhar suas redes em determinadas cidades. Dessa forma, apenas uma empresa mantém a infraestrutura local, enquanto os clientes das duas continuam atendidos. No caso do 2G, o compartilhamento abrangia inicialmente cerca de 2 mil municípios. As empresas receberam autorização para adicionar aproximadamente outras 2 mil cidades ao acordo, permitindo a retirada de antenas e equipamentos redundantes.

A frente de expansão das redes 3G e 4G já alcança 716 municípios. Nesse modelo, uma operadora atende os clientes da concorrente em uma cidade onde apenas ela possui infraestrutura. Segundo Gebara, outras 265 localidades receberam aprovação para entrar no acordo. Há também a frente de otimização, voltada a municípios com menos de 30 mil habitantes nos quais as duas operadoras mantinham redes próprias. Esse modelo já abrange quase 500 cidades, divididas aproximadamente pela metade entre Vivo e TIM.

As empresas solicitaram a inclusão de novos municípios nessa modalidade, mas ainda não receberam a autorização. Gebara afirmou que o assunto permanece em discussão com a Anatel, enquanto o Cade abriu espaço para a apresentação de uma nova petição. O desligamento definitivo das redes antigas dependerá da migração dos usuários e equipamentos remanescentes, além das autorizações para ampliar o compartilhamento entre as operadoras.