Tipos de Contas Mais Seguidas nas Redes Sociais e Como Usar Isso a Favor da Sua Empresa
Você sabe por que a sua empresa não engaja como gostaria nas redes sociais? A resposta pode estar no tipo de conteúdo que você posta. Quando a gente fala de Instagram, Facebook ou TikTok, muitos empresários acham…

Você sabe por que a sua empresa não engaja como gostaria nas redes sociais? A resposta pode estar no tipo de conteúdo que você posta. Quando a gente fala de Instagram, Facebook ou TikTok, muitos empresários acham que basta ligar a câmera e falar do produto.
Mas o público quer muito mais do que isso. Ele quer sentir proximidade, ver rotina, se entreter, rir e até acompanhar a vida dos outros como se fosse uma novela. É por isso que as contas mais seguidas são justamente as de amigos, família e conhecidos, com 62,8% de engajamento.
Essas pessoas compartilham viagens, conquistas, momentos simples do dia a dia e até problemas pessoais, e tudo isso gera identificação. Depois aparecem influenciadores e especialistas, com 41,8%, que conquistam seguidores mostrando seus bastidores, sua rotina e dicas práticas.
Logo em seguida vêm bandas, cantores e músicos, com 41,2%, que alimentam a relação com fãs por meio de shows, bastidores e música nova. Entretenimento e memes ficam em 38,7%, porque ninguém resiste a dar risada e compartilhar algo leve.
Já atores, comediantes e outros artistas estão em 37,2%, mostrando que a vida de celebridades continua sendo um grande atrativo. Ou seja, o padrão é o mesmo: quanto mais relacionamento, mais engajamento. E é aqui que a sua empresa precisa se inspirar. Não é só sobre vender, é sobre gerar um laço.
A força de quem cria identificação
Outro dado importante é o peso de marcas que já foram consumidas, com 37,2%. Isso mostra que o público prefere seguir o que já conhece, e não apenas o que está considerando comprar. Restaurantes e personalidades da gastronomia, por exemplo, aparecem com 37,1%, porque as pessoas adoram acompanhar pratos, receitas e até dicas de onde comer.
O mesmo acontece com programas e canais de TV, que registram 32,6%, mantendo relevância ao se adaptar para o digital. Marcas que as pessoas consideram consumir ficam em 32,2%, o que já mostra a diferença entre desejo e experiência.
Na prática, a maioria só passa a seguir quando já tem algum contato real com o produto ou serviço. Esse dado é valioso porque ensina que engajamento vem de experiência positiva, não apenas de promessas. Quer atrair seguidores de verdade? Então entregue algo bom primeiro, porque é isso que motiva a pessoa a acompanhar sua marca depois.
Empresas relevantes para o trabalho estão em 30,6%, um reflexo claro da força do LinkedIn e até de páginas no Instagram voltadas para carreira. Isso abre espaço para que empresas compartilhem mais do que ofertas: tragam dicas, bastidores e histórias que conectem com o dia a dia profissional.
O entretenimento que nunca sai de moda
Quando falamos de engajamento, não dá para ignorar o papel do entretenimento. Memes com 38,7%, artistas com 37,2% e celebridades no geral sempre aparecem entre os mais seguidos. Isso acontece porque as pessoas entram nas redes sociais para se distrair, relaxar e esquecer por alguns minutos das preocupações do dia.
Marcas que conseguem inserir esse tom leve em sua comunicação têm mais chances de conquistar espaço no feed. Restaurantes, programas de TV e até mesmo times esportivos, que estão em 29,4%, entram nessa categoria de entretenimento e estilo de vida.
Eles oferecem conteúdo que diverte, que gera conversa e até “fofoca digital”. Afinal, quem nunca comentou no grupo de amigos um vídeo engraçado, um lance de futebol ou uma receita diferente que viu no Instagram?
Esse é o ponto que muitas empresas ainda não entendem. O público não está nas redes para ver anúncios o tempo todo. Ele quer se envolver, rir, se emocionar e ter histórias para contar. É exatamente por isso que marcas que conseguem trazer esse ar descontraído se destacam muito mais.
Informação e credibilidade também contam
Embora não liderem a lista, jornalistas e empresas de notícias ainda têm 27,9% de seguidores. Isso mostra que, mesmo em meio ao entretenimento, a informação continua sendo importante. Muitas pessoas preferem consumir notícias rápidas pelo Twitter/X ou pelo Instagram, em vez de acessar um portal tradicional.
Isso abre espaço para marcas que produzem conteúdos informativos de forma simples e direta. Atletas e times esportivos aparecem com 29,4%, enquanto contatos relevantes para trabalho somam 28,7%. Esses números reforçam que informação, carreira e esporte ainda são pilares fortes dentro das redes sociais.
Eles não superam os laços pessoais ou o entretenimento, mas têm um público fiel que valoriza esse tipo de conteúdo. E para empresas, essa é uma oportunidade de se posicionar como fonte confiável de conhecimento e atualização.
Segundo a agência social de media, marcas que investem em conteúdo informativo, educativo e de valor conseguem aumentar sua relevância e conquistar seguidores que realmente se importam com o que estão acompanhando. Isso vale tanto para negócios B2C quanto para empresas que atuam em setores mais técnicos ou B2B.
O valor dos nichos de beleza e fitness
Mesmo que fiquem entre os últimos colocados, especialistas em beleza, com 26,8%, e contas de fitness, com 24,7%, representam nichos de alto engajamento. Perfis de maquiagem, estética e cuidados pessoais dominam o Instagram e o YouTube, enquanto treinos rápidos e dicas de saúde têm enorme força no TikTok. São comunidades menores em volume, mas muito intensas em participação.
O público que acompanha esses segmentos busca transformação, inspiração e exemplos reais de rotina. Isso significa que a relação criada é mais profunda, porque envolve confiança em recomendações e influência direta nas escolhas do dia a dia. Uma empresa que atua nesse mercado pode não ter milhões de seguidores, mas terá uma audiência extremamente engajada e pronta para interagir.
Esses números mostram que não existe “categoria fraca”, mas sim diferentes formas de engajar. Beleza e fitness podem estar no fim do ranking, mas têm um dos públicos mais fiéis das redes, e isso muitas vezes é mais valioso que um número alto de seguidores.
Conclusão
No fim das contas, os brasileiros seguem primeiro quem está perto: amigos, família e conhecidos com 62,8%. Depois vêm influenciadores, especialistas e artistas, todos acima de 37%. Marcas já consumidas ficam em 37,2%, enquanto as que o público ainda está considerando chegam a 32,2%.
Restaurantes, programas de TV e empresas de trabalho variam entre 30% e 37%. Já notícias, beleza e fitness ficam abaixo dos 28%, mas ainda representam segmentos fortes. O que esses números provam é que as redes sociais são, antes de tudo, espaços de relacionamento, entretenimento e identificação.
Se a sua empresa só aparece para vender, vai ter dificuldade em competir com perfis que geram conexão verdadeira. Para engajar, você precisa se aproximar, contar histórias, mostrar bastidores e até se arriscar em um conteúdo mais leve e descontraído. É isso que transforma seguidores em fãs e, no fim, fãs em clientes.
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