PC Gamer 2026: 16 GB ou 32 GB de RAM?
O mercado de memória RAM vive um dos piores momentos para compra. Kits de DDR5 chegam a custar mais que uma placa de vídeo GeForce RTX 5060 Ti, enquanto a tecnologia DDR4, mais acessível, atrai a…

O mercado de memória RAM vive um dos piores momentos para compra. Kits de DDR5 chegam a custar mais que uma placa de vídeo GeForce RTX 5060 Ti, enquanto a tecnologia DDR4, mais acessível, atrai a preferência dos consumidores e o investimento das fabricantes.
A alta do dólar, impostos de importação e a demanda dos data centers são apontados como causas do aumento nos preços. Desde o fim do ano passado, o valor dos pentes de memória subiu a ponto de superar o de um PlayStation 5, e a tendência de alta deve continuar.
Em jogos, a memória RAM armazena dados temporários para acesso rápido entre CPU, SSD e GPU. Mais RAM não garante aumento direto de FPS, mas evita problemas como travamentos e lentidão quando o sistema precisa usar o SSD como memória auxiliar.
Para 2026, 8 GB de RAM não são recomendados para um PC gamer. Essa quantidade só é suficiente para títulos leves, jogos antigos ou eSports com gráficos reduzidos. O problema é maior em notebooks com memória soldada, que não permitem upgrade.
Os 16 GB continuam viáveis para jogar em 1080p com poucos aplicativos abertos. No entanto, essa capacidade opera perto do limite em lançamentos modernos, exigindo que o usuário feche outros programas para garantir estabilidade.
Já 32 GB são considerados o melhor alvo para um PC gamer novo, priorizando estabilidade e longevidade. Essa quantidade permite usar Discord, navegador, Spotify e programas de captura sem engasgos, e já é a recomendação oficial de grandes jogos recentes.
Kits de 64 GB são vistos como exagero para o jogador comum. Essa configuração é indicada apenas para simuladores pesados, uso intenso de mods, criação de conteúdo em alta resolução ou trabalho com ferramentas de renderização e máquinas virtuais.
Em desktops, é possível começar com 16 GB e fazer upgrade para 32 GB depois. Já em notebooks, a decisão é mais crítica: muitos modelos têm memória soldada ou apenas um slot livre, tornando a economia inicial uma limitação permanente.
Sobre a escolha entre DDR4 e DDR5, a tecnologia mais nova é o caminho natural para plataformas modernas. No Brasil, porém, o DDR4 segue relevante devido ao custo menor e ao mercado de usados aquecido. A recomendação é priorizar a capacidade total do sistema dentro do orçamento disponível.