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Fone caro dura mais? Especialista responde

Comprar um fone de ouvido mais caro não significa, necessariamente, que o produto terá uma vida útil mais longa. Segundo o especialista Leo Drumond, do canal Mind the Headphone, não existe uma relação direta entre preço…

Fone caro dura mais? Especialista responde
Imagem criada com IA

Comprar um fone de ouvido mais caro não significa, necessariamente, que o produto terá uma vida útil mais longa. Segundo o especialista Leo Drumond, do canal Mind the Headphone, não existe uma relação direta entre preço e durabilidade. Para ele, fatores como o histórico do modelo, a simplicidade do projeto, a disponibilidade de peças e a possibilidade de substituir componentes são mais relevantes para determinar por quanto tempo um fone pode ser usado.

Um fone barato pode ser bastante resistente, enquanto um modelo sofisticado pode apresentar pontos de fragilidade. Drumond ressalta que existem produtos de alto valor com falhas recorrentes. Por isso, pagar mais não deve ser visto como uma garantia de maior durabilidade. O que mais contribui para a longevidade de um fone é a possibilidade de trocar peças que sofrem desgaste natural, como almofadas e cabos. “Almofadas e cabos são como pneus de um carro – eles vão se deteriorar com o tempo. Alguns podem durar mais e outros menos, mas a deterioração é inevitável. O mais importante é buscar modelos que permitam a troca desses componentes”, explica.

Nos modelos sem fio, a bateria é um componente que limita a vida útil do aparelho. Com o tempo, ela perde capacidade devido aos ciclos de uso. O problema é mais comum em fones TWS, que possuem baterias pequenas e geralmente não permitem substituição. De acordo com Drumond, não é raro que esse tipo de fone dure apenas dois ou três anos. Em headphones Bluetooth, as baterias maiores podem permitir que o aparelho continue funcionando por mais tempo, mesmo após alguma degradação. “É mais comum que haja uma degradação mais rápida na bateria em modelos mais simples, embora isso não signifique que todo modelo premium vai durar mais e que todo modelo simples vai durar menos”, comenta.

Os hábitos do usuário também influenciam na durabilidade. Em fones cabeados, é preciso evitar tensão excessiva e dobras fechadas perto dos conectores, que podem danificar os condutores internos. A limpeza é outro ponto de atenção. Suor, oleosidade e umidade aceleram a deterioração das almofadas. Em modelos intra-auriculares, o acúmulo de cera na tela ou grade do bocal pode prejudicar a saída de som. O especialista orienta que, em almofadas de couro ou couro sintético, se use um pano de microfibra seco. Se necessário, um pano levemente umedecido com água e sabão neutro diluído pode ser usado, sem encharcar a espuma. Produtos abrasivos ou desinfetantes, como álcool, devem ser evitados.

Não existe uma especificação técnica ou certificação que garanta, sozinha, a durabilidade de um fone. O grau de proteção IP pode ser útil para quem pratica exercícios, pois indica resistência à água, suor e poeira, mas não define o tempo de funcionamento do produto. Drumond conclui que o principal é a possibilidade de troca de componentes, especialmente cabo e almofadas, de preferência com padrões comuns no mercado. A troca de bateria em fones Bluetooth é rara, mas há alguns modelos em que isso é possível. A escolha de um fone mais caro pode fazer sentido quando o investimento inclui construção adequada, peças substituíveis e recursos que atendam às necessidades do usuário. Quando o objetivo é longevidade, o preço deve ser apenas um dos critérios analisados antes da compra.