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FCC quer proibir drones já aprovados nos EUA

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) estuda ampliar a proibição de drones no país, podendo incluir modelos que a própria agência já havia aprovado anteriormente. A medida atinge equipamentos com recursos considerados de…

FCC quer proibir drones já aprovados nos EUA
Divulgação/DJI

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) estuda ampliar a proibição de drones no país, podendo incluir modelos que a própria agência já havia aprovado anteriormente. A medida atinge equipamentos com recursos considerados de risco à segurança nacional, como sensores LiDAR, câmeras térmicas e dispensadores de aerossol.

A proposta pode afetar modelos da DJI, incluindo drones de consumo como o DJI Air 3S, DJI Avata 360 e DJI Mini 5 Pro. Segundo a FCC, a eventual proibição não afetaria unidades que já tenham sido compradas pelos consumidores.

Em aviso público divulgado no mês passado, a FCC afirmou que estuda estender as restrições a categorias de drones que o governo dos EUA considera capazes de possuir recursos de nível militar. A proposta também contempla drones que possam integrar artigos de defesa, equipamentos que utilizam estações de acoplamento e os chamados drones em nuvem.

A medida representa uma mudança em relação à política adotada anteriormente pela agência. Em dezembro de 2025, a FCC havia colocado drones de fabricação estrangeira e componentes considerados críticos na Covered List, relação que reúne equipamentos e serviços de comunicação classificados com risco inaceitável à segurança nacional. Naquele momento, a restrição era direcionada principalmente a novos modelos, permitindo que drones já aprovados e no mercado continuassem sendo vendidos.

Caso a medida avance, a consequência principal será impedir que a DJI e outras fabricantes comercializem novas unidades dos modelos incluídos na restrição.

Drones já comprados não serão proibidos

A FCC afirma que a medida não afetará drones que já foram adquiridos pelos consumidores. Ou seja, quem já possui um dos equipamentos não teria seu dispositivo proibido de funcionar por causa da nova regra. Isso não significa que os proprietários não possam enfrentar consequências no futuro. A restrição pode dificultar o acesso a peças de reposição e atualizações de software, além de afetar recursos que dependam de serviços ou suporte da fabricante.

A DJI se manifestou contra a proposta em publicação no blog oficial da empresa. A fabricante classificou a iniciativa como uma “reversão total” da posição adotada anteriormente pela FCC. A empresa pediu que consumidores e outras partes interessadas se manifestem sobre a proposta durante o período de consulta pública.

A FCC está recebendo comentários sobre a possível inclusão dos drones com recursos de nível militar nas restrições até 2 de setembro. Depois desse período, a agência poderá avaliar as manifestações recebidas antes de decidir os próximos passos.