Celulares chineses no Brasil vão ficar mais caros
Consumidores brasileiros que pensam em comprar celulares de marcas chinesas como Xiaomi, Redmi e POCO podem enfrentar aumentos de preços nos próximos meses. A alta nos valores dos smartphones está ligada ao crescimento dos custos de…

Consumidores brasileiros que pensam em comprar celulares de marcas chinesas como Xiaomi, Redmi e POCO podem enfrentar aumentos de preços nos próximos meses. A alta nos valores dos smartphones está ligada ao crescimento dos custos de produção dos aparelhos.
De acordo com o portal XimiTime, relatórios da cadeia de suprimentos de semicondutores de Taiwan mostram que empresas como MediaTek e Realtek preparam reajustes em alguns produtos. O motivo seria o encarecimento de etapas da produção, como a fabricação dos chips e a compra de materiais.
No caso da Realtek, as linhas de chips voltados para rede e comunicação podem ter um aumento de cerca de 10% já em julho. A MediaTek, por sua vez, avalia fazer ajustes nos preços de processadores mais avançados no segundo semestre de 2026.
O aumento dos custos deve afetar principalmente chips feitos com tecnologias de fabricação mais antigas, como os usados para controlar funções de conectividade Wi-Fi, Bluetooth e gerenciamento de energia. Com isso, tablets e dispositivos domésticos inteligentes também podem ser impactados.
Celulares de entrada podem ser os mais afetados
O maior impacto do aumento dos custos de produção pode ocorrer em smartphones de entrada e intermediários. Isso acontece porque esses segmentos trabalham com margens de hardware mais apertadas, o que faz com que as mudanças de preço afetem mais o consumidor final.
Modelos premium também podem sofrer alterações nos valores de mercado, especialmente se os preços dos processadores mais avançados da MediaTek realmente subirem.
Ainda assim, se as expectativas se confirmarem, os usuários finais não devem sentir os efeitos no curto prazo. Fabricantes como a Xiaomi costumam absorver parte dos custos extras, renegociar contratos ou redistribuir as despesas dentro da cadeia de produção antes de repassar os aumentos ao varejo.