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Brasil usa agentes de IA do Google para automatizar segurança e antecipar ataques

O Google Cloud Next 2026 trouxe discussões sobre o avanço da inteligência artificial nas empresas, com impacto direto na área de segurança digital. Yinon Costica, cofundador da Wiz, e Francis deSouza, COO do Google Cloud, apresentaram…

Brazil Turns to Google AI Agents to Automate Security, Anticipate Attacks
Fernanda Santos

O Google Cloud Next 2026 trouxe discussões sobre o avanço da inteligência artificial nas empresas, com impacto direto na área de segurança digital. Yinon Costica, cofundador da Wiz, e Francis deSouza, COO do Google Cloud, apresentaram o uso de agentes de IA para automatizar etapas de identificação, investigação e resposta a riscos em ambientes distribuídos.

Um dos pontos centrais foi a ideia de automatizar toda a cadeia de segurança, desde a descoberta de vulnerabilidades até a correção e resposta a incidentes. Segundo Costica, esse processo começa a ganhar escala com agentes capazes de simular ataques, identificar falhas e priorizar riscos automaticamente. Esses sistemas mapeiam aplicações expostas, testam caminhos de invasão e indicam o que precisa ser corrigido. Em alguns casos, a IA já atua diretamente na solução, acionando equipes ou iniciando correções nos sistemas, reduzindo o tempo entre detecção e resposta.

A IA assume funções que antes eram manuais, como investigação de incidentes e análise de alertas. DeSouza destacou que investigações que levavam muito tempo agora podem ser automatizadas com agentes, mudando a escala da operação de segurança. Isso permite que empresas lidem com um volume maior de riscos sem expandir equipes na mesma proporção.

O modelo multicloud amplia os desafios. Empresas operam com diferentes provedores de nuvem, aumentando a complexidade e a superfície de ataque. Não se trata mais apenas de proteger infraestrutura, mas também aplicações, dados, agentes e plataformas de IA integradas. O desafio é garantir visibilidade e controle em todos os ambientes, mantendo proteção consistente.

A Wiz permite que empresas tenham uma visão mais clara de seus ambientes digitais, identificando vulnerabilidades e priorizando riscos. Com a integração ao Google Cloud, essa visibilidade combina com automação baseada em IA, permitindo respostas mais rápidas.

Um ponto abordado é que empresas têm uma vantagem estratégica no uso da IA para segurança: o acesso ao contexto. Ao contrário dos atacantes, as organizações conhecem seus próprios sistemas, dados e fluxos de operação. Costica afirmou que, como defensores, as empresas têm mais contexto sobre seus ambientes, o que se torna um superpoder com o uso de IA, ajudando a antecipar ameaças.

Com o avanço da IA, o escopo da segurança cresce. Além de proteger sistemas tradicionais, empresas lidam com desafios relacionados a modelos, agentes e aplicações baseadas em IA. Isso exige uma abordagem integrada para acompanhar a complexidade dos ambientes digitais.

Na avaliação dos executivos, o uso de IA na segurança traz ganhos em eficiência e velocidade. Processos manuais passam a ser automatizados, permitindo respostas mais rápidas e melhor controle. A segurança deixa de ser reativa e passa a ser contínua, automatizada e integrada à operação. A mensagem final é que não existe avanço em inteligência artificial sem evolução em segurança. Proteger sistemas, dados e operações passa a ser parte central da estratégia de negócios, deixando de ser uma camada isolada.

*A jornalista viajou a Las Vegas a convite do Google para a cobertura do evento.