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Loja usa tática inusitada para frear cambistas de cartas Pokémon

A rede japonesa de eletrônicos Bic Camera adotou uma medida para impedir que cambistas comprem cartas de Pokémon para revenda. Em uma filial em Tóquio, os consumidores precisam passar por um quiz sobre a franquia para…

Brazil store uses odd tactic to stop Pokemon card scalpers
Unsplash/Thimo Pedersen

A rede japonesa de eletrônicos Bic Camera adotou uma medida para impedir que cambistas comprem cartas de Pokémon para revenda. Em uma filial em Tóquio, os consumidores precisam passar por um quiz sobre a franquia para comprar a expansão Ninja Spinner.

Usuários das redes sociais postaram imagens do aviso na filial Ikebukuro West. A restrição vale para o pacote Ninja Spinner de Pokémon TCG. Esse pacote inclui cartas com artes raras, principalmente de Greninja, e uma alta taxa de raros secretos. Isso torna o produto valioso tanto para fãs quanto para cambistas.

São 15 perguntas em japonês para garantir que o comprador conheça a franquia. É proibido tirar fotos do quiz ou usar o celular para buscar respostas. Mesmo quem passar na prova só pode comprar uma caixa por usuário, o que impede o acúmulo de itens para revenda.

Na loja de Ikebukuro West, também é necessário ter uma conta do programa de fidelidade da Bic Camera. Os funcionários abrem a embalagem antes de entregá-la ao comprador. Isso evita a revenda de produtos lacrados, que costuma aumentar o preço.

Relatos de quem passou no teste são positivos. Um comprador afirmou que o quiz é fácil e qualquer fã consegue responder. As perguntas incluem coisas simples como “qual é o Pokémon da caixa?”. A maioria dos usuários japoneses do X (antigo Twitter) aplaudiu a medida e pediu que outras lojas façam o mesmo.

Outras lojas da Bic Camera adotaram medidas diferentes. Em Hokkaido, no norte do Japão, os compradores precisam mostrar uma carteira de motorista japonesa ou o cartão My Number, usado para identificar o cidadão como pagador de impostos. Isso limita a compra basicamente a japoneses.

Medidas como essas são tomadas porque crimes envolvendo cartas de Pokémon têm crescido no Japão e no mundo. Isso inclui compras com dinheiro falso e roubos à mão armada que levam pacotes avaliados em centenas de milhares de reais.