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Brasil ainda bloqueia tecnologia automotiva paga que você não pode usar

Muitos carros modernos vendidos no Brasil chegam equipados com recursos como sistemas de entretenimento para os ocupantes, centrais multimídia com videogames e tecnologias de condução autônoma. No entanto, a legislação brasileira impede o uso de grande…

Brazil still blocks paid car tech you can’t use
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Muitos carros modernos vendidos no Brasil chegam equipados com recursos como sistemas de entretenimento para os ocupantes, centrais multimídia com videogames e tecnologias de condução autônoma. No entanto, a legislação brasileira impede o uso de grande parte dessas funcionalidades.

A principal barreira está no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A lei exige que o motorista mantenha o controle total do veículo o tempo todo, sendo o único responsável por ele em qualquer situação. Isso cria um impasse para recursos de entretenimento a bordo e sistemas de inteligência artificial que possam distrair o condutor. Em caso de acidente, a legislação ainda não define se o desenvolvedor do software pode ser responsabilizado.

O Brasil vive um hiato normativo nessa área. Países como Alemanha e Japão já adaptaram suas leis para incluir a automação veicular. Por aqui, o marco regulatório ainda trata o condutor humano como o único responsável por todas as situações. Como resultado, as tecnologias de Nível 3 e 4, que permitem que o carro dirija sozinho, ficam inviabilizadas. Na prática, os recursos dos carros disponíveis no Brasil são subutilizados, já que o motorista precisa manter a atenção total na via e as mãos no volante.

A Resolução 242 do Contran também atua nesse sentido. Ela proíbe imagens de entretenimento que sejam visíveis ao motorista enquanto o veículo estiver em movimento. Mesmo em carros com telas exclusivas para o passageiro, a fiscalização é rigorosa. Se houver qualquer chance de o motorista desviar o olhar, o sistema deve ser bloqueado.

Outra tendência que deve chegar aos carros em 2026 são os anúncios nas centrais multimídia. A ideia é que as telas dos veículos exibam propagandas, o que pode gerar novas discussões sobre distração ao volante e regulamentação no Brasil.