Samsung corta 50% da força de trabalho de chips antes da greve
A divisão de fabricação de chips da Samsung passa por um momento delicado. Diante de um impasse nas negociações com os trabalhadores, uma greve está prestes a começar. A empresa já se prepara para o modo…

A divisão de fabricação de chips da Samsung passa por um momento delicado. Diante de um impasse nas negociações com os trabalhadores, uma greve está prestes a começar. A empresa já se prepara para o modo de emergência na produção, reduzindo a força de trabalho das fábricas pela metade.
A greve, com duração prevista de 18 dias, deve começar no dia 21 de maio. Mais de 43 mil trabalhadores das fábricas da gigante sul-coreana devem aderir ao movimento. A paralisação afetará a linha de produção de chips, que funciona 24 horas por dia. Para se antecipar, a Samsung ativou o modo de emergência, operando em ritmo menor e produzindo menos wafers de silício.
A redução na produção já teria começado cerca de uma semana antes da greve. Após o retorno dos trabalhadores, a Samsung deve levar algumas semanas para normalizar o ritmo de produção. A greve pode ser estendida caso não haja acordo.
Segundo especialistas do mercado, como o TrendForce, a situação deve impactar cerca de 4% da produção global de DRAM (memórias DDR5, HBM e GDDR) e 3% da produção de NAND (SSD). Com isso, clientes da Samsung podem buscar suas rivais, como a sul-coreana SK hynix e a americana Micron, para garantir o suprimento de chips.
A crise atual de hardware pode piorar. Mesmo com o suprimento normal, as grandes empresas de tecnologia consomem grande parte da produção, deixando pouco para o mercado de consumo. Com menos chips disponíveis, a situação se agrava. Estima-se um prejuízo de US$ 67 bilhões para a Samsung.
A greve dos trabalhadores das fábricas de chips da Samsung ocorre por um impasse na negociação de repasse de lucros na forma de bônus. A receita da empresa cresce devido à demanda por inteligência artificial. A concorrente SK hynix, por exemplo, garantiu bônus de 3.000% sobre o salário base para seus funcionários.
Enquanto isso, a indústria de hardware se prepara para lançar um novo padrão de memória RAM, o DDR6.