Marca chinesa lança RAM DDR5 globalmente e acende esperança no setor
A empresa chinesa Powev, subsidiária da Jiahe Jinwei, dona da marca de memórias Asgard, iniciou a produção de memórias RAM DDR5 sob a nova marca Sinker. O anúncio foi feito no início de maio de 2026.…

A empresa chinesa Powev, subsidiária da Jiahe Jinwei, dona da marca de memórias Asgard, iniciou a produção de memórias RAM DDR5 sob a nova marca Sinker. O anúncio foi feito no início de maio de 2026. A fabricante está lançando módulos para desktop, notebooks e data centers, com capacidades que chegam a 64 GB.
Segundo a empresa, a produção de memórias começou em 2021, e os primeiros produtos estão chegando ao mercado agora. A linha inclui os formatos UDIMM, para desktops, SODIMM, para notebooks, e RDIMM, voltado para servidores e data centers. As frequências operam entre 4800 MT/s e 5600 MT/s. Para o mercado de consumo, as capacidades disponíveis são de 16 GB e 32 GB. Já os pentes para data centers chegam a 64 GB.
A Powev afirma que os módulos contam com proteção contra ligação repentina e resistência a choques e quedas, seguindo os padrões da JEDEC, órgão que regula o setor de tecnologias de memória.
O envio das memórias Sinker já começou, mas, por enquanto, apenas para data centers. Ainda não há previsão para disponibilidade global, embora a empresa tenha confirmado que pretende vender os produtos em outros mercados. Os preços também não foram divulgados.
Crise no mercado de memória RAM
A chegada de novas fabricantes como a Powev ocorre em um momento de escassez no mercado de memórias RAM. As três maiores produtoras mundiais de DRAM — Samsung, SK hynix e Micron — estão com grande parte de sua produção voltada para atender a demanda de data centers, impulsionada pelo crescimento da inteligência artificial.
Essa situação tem reduzido a oferta de memórias para o consumidor final. O que sobra no mercado tem preços elevados. Relatos da indústria indicam que a capacidade de produção dessas gigantes já está comprometida pelos próximos anos.
Com isso, a entrada de novas empresas pode ajudar a equilibrar o mercado. Quanto maior a produção total, maior a chance de os componentes chegarem a diferentes segmentos, incluindo o consumidor comum. A expectativa é que a concorrência ajude a reduzir os preços.
A situação levou fabricantes de computadores, como Dell e HP, a buscar alternativas em fornecedores chineses. Ainda não se sabe se a chegada de novas marcas será suficiente para normalizar o mercado.