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Fim do 4K nativo: DLSS 4.5 supera a realidade

Um teste cego realizado pelo portal ComputerBase, com quase 7 mil votos da comunidade, mostrou que o DLSS 4.5 da NVIDIA foi escolhido como a melhor imagem disponível em jogos como Cyberpunk 2077 e Horizon Forbidden…

Brazil sees end of native 4K as DLSS 4.5 beats reality
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Um teste cego realizado pelo portal ComputerBase, com quase 7 mil votos da comunidade, mostrou que o DLSS 4.5 da NVIDIA foi escolhido como a melhor imagem disponível em jogos como Cyberpunk 2077 e Horizon Forbidden West, superando o 4K nativo. O resultado indica que a reconstrução inteligente de imagem superou a renderização por força bruta na percepção humana.

A pergunta que surge é: como uma imagem renderizada internamente em 1440p e ampliada para 4K consegue exibir mais detalhes do que uma gerada diretamente na resolução máxima? A resposta está no refinamento de matemática aplicada e inteligência artificial.

Para entender o sucesso do DLSS, é preciso conhecer as falhas do método tradicional. Os jogos modernos usam o TAA (Temporal Anti-Aliasing) para remover serrilhados das bordas, mas esse processo mistura quadros anteriores com o atual, gerando um borrão persistente. Detalhes finos, como fios de cabelo e folhas de árvores, viram uma massa cinzenta. Na prática, o 4K nativo acaba sendo um 4K borrado pelo TAA, perdendo boa parte da nitidez esperada.

A NVIDIA adotou um caminho de hardware dedicado com os Tensor Cores presentes nas placas RTX. Enquanto a GPU tradicional desenha os polígonos, esses núcleos processam a inteligência da imagem. O algoritmo do DLSS é treinado em supercomputadores com imagens em resoluções como 16K, criando uma base de conhecimento. Quando o jogo roda em 1440p, a rede neural já sabe como a imagem deveria ser em 4K, recriando detalhes que o motor do jogo não renderizou e eliminando o rastro do TAA.

O salto definitivo veio com a Ray Reconstruction (Reconstrução de Raios). Em jogos com Ray Tracing pesado, calcular cada feixe de luz gera ruído visual. Os denoisers tradicionais borravam a luz para esconder o ruído, mas destruíam detalhes de reflexos e sombras. A IA do DLSS 4.5 substitui esses filtros por uma rede neural treinada para entender o comportamento da luz. O resultado é que reflexos em poças d’água ou brilhos em latarias ficam mais nítidos e estáveis do que no jogo nativo.

Para usuários com hardware potente, como a RTX 5090, a NVIDIA oferece o DLAA (Deep Learning Anti-Aliasing). Ele usa a mesma IA do DLSS, mas sem reduzir a resolução de entrada. O jogo é processado em 4K e a IA limpa a imagem, substituindo o TAA problemático. O resultado é uma cena sem serrilhados, sem borrão e com estabilidade temporal superior.

O teste cego provou que a IA consegue reconstruir elementos complexos de forma mais estável e definida do que o motor gráfico do jogo faria sozinho, mesmo em altas resoluções. Exigir o 4K nativo hoje se tornou um preciosismo que, na maioria das vezes, serve apenas para sobrecarregar a placa de vídeo sem ganho visual proporcional. Ativar o DLSS 4.5 em uma RTX 50 não é mais um sacrifício para ganhar performance, mas sim a melhor fidelidade visual disponível.