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Estratégia de preços da Nintendo é revelada e há indícios de novidades

A Nintendo marcou presença na gamescom latam 2026 com um estande que exibia jogos recentes como Pokémon Pokopia e Super Mario Bros. Wonder + Vamos ao Parque Belabel, além de títulos de estúdios latino-americanos. Durante o…

Brazil Reveals Nintendo’s Game Pricing Strategy and Teases News
Canaltech)

A Nintendo marcou presença na gamescom latam 2026 com um estande que exibia jogos recentes como Pokémon Pokopia e Super Mario Bros. Wonder + Vamos ao Parque Belabel, além de títulos de estúdios latino-americanos. Durante o evento, o Canaltech conversou com Romina Whitlock, diretora de marketing da empresa para a região, que explicou como a precificação dos jogos é definida no Brasil.

Segundo a executiva, a variação cambial e as leis locais são os principais fatores que orientam a estratégia de preços para o lançamento de games do Switch 2 no país. Whitlock afirmou que a Nintendo busca equilibrar os valores da eShop brasileira com os de outros mercados, mas sem a obrigação de igualá-los. “Se o real é forte, nosso dólar cai. Se enfraquece, o dólar sobe. Não nos apegamos a isso”, disse.

Ela destacou que cada eShop segue suas próprias normas para publicar jogos no mercado local, o que permite criar uma paridade de preços difícil para a concorrência. “Ajustamos os preços com base nas leis e taxas locais. Tentamos equilibrar os valores a cada seis meses para torná-los mais acessíveis”, explicou.

A diretora também revelou que a estratégia de precificação não mudou desde a chegada da eShop ao Brasil, em setembro de 2020. A diferença atual está nos preços dos jogos digitais, que são menores que os das versões físicas. “As taxas para cartuchos físicos são mais altas no país, por isso os games digitais saem mais baratos”, concluiu Romina.

Desafios no mercado brasileiro

Questionada sobre a ausência de versões especiais de jogos no Brasil, como a de Nintendo World Championship (2024), que vinha com um cartucho dourado e itens exclusivos, Romina afirmou que a decisão envolve desafios logísticos. “Desde 2020, temos dificuldades para trazer itens como AMIIBOs e acessórios. A logística de entrada no país torna o processo mais complicado”, disse.

Apesar disso, a empresa pretende expandir seu catálogo no Brasil, que atualmente se limita a pacotes com franquias como Super Mario Bros. e Pokémon. “Somos novos no país e tentamos crescer aos poucos, trazendo produtos com maior apelo em massa”, afirmou Romina. Ela também mencionou que a falta de lojas físicas da Nintendo não é um problema exclusivo do Brasil, mas de toda a América do Sul.

Sobre a localização de jogos, a executiva comemorou o lançamento de Yoshi and the Mysterious Book, que terá versão em português brasileiro. Atualmente, a Nintendo já conta com quase 30 títulos first-party traduzidos. “É um trabalho em andamento. A atualização de Zelda em 2025 foi um projeto especial para a companhia”, afirmou. Ela também destacou que Star Fox, revelado no último Direct, virá com dublagem em português.