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Hyundai critica rivais chineses pelas telas gigantes

A Hyundai Motor North America reforçou no Salão de Nova York de 2026 seu compromisso em trazer de volta os comandos físicos nos painéis de seus futuros veículos. A decisão foi detalhada pela vice-presidente sênior Olabisi…

Brazil Hyundai Slams Chinese Rivals Over Big Screens
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A Hyundai Motor North America reforçou no Salão de Nova York de 2026 seu compromisso em trazer de volta os comandos físicos nos painéis de seus futuros veículos. A decisão foi detalhada pela vice-presidente sênior Olabisi Boyle.

Ela afirmou que a mudança é uma reação à “era das telas gigantes” e visa priorizar a segurança viária e a redução do estresse do motorista ao volante.

A fabricante sul-coreana já observava desde 2023 que a dependência excessiva de telas sensíveis ao toque nos carros é perigosa. A avaliação é que os carros deveriam voltar a ter comandos que não exigem que o motorista desvie os olhos da pista.

Por isso, Boyle destacou que funções como o controle de volume e a climatização são mais intuitivas quando operadas por itens físicos, como botões giratórios. Segundo a executiva, o uso de menus e submenus digitais para comandos básicos gera distrações perigosas.

O ponto de virada dessa nova mentalidade foi simbolizado pela revelação do conceito Hyundai Boulder no evento nos Estados Unidos. O novo Boulder aposta em telas menores e descentralizadas, cada uma acompanhada por seus próprios controles físicos.

O conceito vai na contramão da tendência atual de painéis dominados por uma única tela grande. A mudança não se limitará ao Boulder.

A nova tendência também deve aparecer na aguardada picape média de chassi da marca, prevista para chegar ao mercado até 2030. Boyle enfatizou que, em veículos voltados ao trabalho, a presença de botões é importante para garantir uma operação rápida e eficiente.

Essa transição já começou a ser observada em atualizações recentes de modelos como a Santa Cruz, já fora de linha. A mudança deve ganhar força total nas novas gerações do Elantra e do Tucson, posicionados como modelos 2027.

A decisão da Hyundai reflete um debate mais amplo na indústria automotiva sobre a ergonomia e a segurança dos sistemas de infoentretenimento. Vários estudos têm indicado que a interação com telas sensíveis ao toque durante a direção pode aumentar o tempo de reação do condutor.

Enquanto algumas montadoras, especialmente chinesas, têm investido em painéis com telas cada vez maiores e integradas, outras começam a reavaliar essa abordagem. A política da Hyundai sinaliza um retorno aos controles táteis para funções primárias, buscando um equilíbrio entre tecnologia e usabilidade.