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Acer completa 50 anos e abre fábrica de notebooks no Brasil

A Acer, que completa 50 anos em 2026, abriu as portas de sua fábrica em Jundiaí, São Paulo, para a equipe do Canaltech. Durante a visita, foi possível acompanhar todo o processo de produção dos notebooks,…

Acer completa 50 anos e abre fábrica de notebooks no Brasil
Divulgação/Acer

A Acer, que completa 50 anos em 2026, abriu as portas de sua fábrica em Jundiaí, São Paulo, para a equipe do Canaltech. Durante a visita, foi possível acompanhar todo o processo de produção dos notebooks, desde a linha de montagem até os testes finais antes de os produtos seguirem para as lojas. O gerente de qualidade da Acer do Brasil, Luiz Gustavo Milano Magoga, acompanhou a visita e explicou as etapas.

A fabricação dos hardwares da empresa é dividida entre dois polos. Em Manaus, as instalações produzem as placas-mãe. Já no Sudeste, especificamente em Jundiaí, são montados os componentes mecânicos e de software. Peças como memória RAM e placa de vídeo vêm de empresas parceiras e são adicionadas ao produto final.

Diferença entre fabricar e importar

Magoga explicou que o processo para iniciar a produção de um novo modelo no Brasil não é simples. Importar um notebook é mais rápido e o produto chega perto do lançamento internacional, mas com preço mais alto. Para fabricar no país, o processo pode levar de 8 a 9 meses, envolvendo planejamento, incentivos fiscais e logística. “Depende do projeto, fazemos em até menos tempo. Já houve casos de 4 meses”, disse o executivo.

O tempo de estudo do projeto fica entre 1 e 2 meses. Depois, o parceiro internacional leva de 30 a 60 dias para preparar o material. O tempo de trânsito para o Brasil pode ser de 8 a 12 semanas. Ao todo, o projeto chega à fábrica em Jundiaí entre 5 e 7 meses. A qualificação da linha local inclui testes em lotes progressivos de 20, 200 e 1 mil unidades, em um processo que dura cerca de um mês.

Capacidade de produção

A fábrica de Jundiaí tem capacidade para montar até 880 notebooks por dia, em dois turnos. Isso representa cerca de 6.100 dispositivos por semana e mais de 26 mil por mês. Todos os equipamentos passam por testes rigorosos, incluindo máquinas que verificam teclado e touchpad, além de análises manuais em modelos aleatórios.

Segundo Magoga, a produção brasileira se aproxima do que é feito na China. “Conseguimos produzir toda a placa, os circuitos, que chamamos de CKD. Nem nos Estados Unidos isso é fabricado, eles importam o produto direto”, afirmou. Em Jundiaí são produzidos os modelos Aspire, Nitro, Predator e TravelMate, além de mini desktops para o setor público.

Controle de qualidade

Todos os componentes da cadeia produtiva são rastreáveis, com informações como lote de origem e número de embarque. Se um problema é identificado, é possível rastrear o hardware e verificar quais outros produtos usaram peças do mesmo lote. O cliente pode abrir um chamado pelo WhatsApp, 0800 ou site, sem custos. Em casos extremos, a equipe de Magoga pode interromper a produção para evitar que um problema grave afete outros notebooks.