10 maiores erros da Sony com o PlayStation
Quando a Sony Interactive Entertainment criou o PlayStation em 1994, depois de uma traição da Nintendo, iniciou-se um caminho brilhante na indústria dos jogos. Contudo, esse trajeto nem sempre foi cheio de ideias boas e populares.…

Quando a Sony Interactive Entertainment criou o PlayStation em 1994, depois de uma traição da Nintendo, iniciou-se um caminho brilhante na indústria dos jogos. Contudo, esse trajeto nem sempre foi cheio de ideias boas e populares.
Ao longo de mais de 30 anos, foi possível acumular diversas falhas graves não apenas com o mercado, mas também com os seus próprios fãs. A jornada foi marcada por glória e controvérsias simultaneamente. Isso não impede a companhia de continuar a tomar decisões ruins, mesmo em meio a um momento delicado com os videogames, com preços nas alturas, incertezas e uma geração que só se mostrou quase meia década depois de ser lançada.
Veja 10 vezes que a Sony apostou no caminho errado para o PlayStation, com falhas que comprometeram sua posição entre as grandes fabricantes e no coração dos fãs.
O programa de fidelidade PlayStation Stars foi mal executado. A Sony achou que bastava copiar o que era proposto por outros no PS5, mas encontrou desafios como atendimento ao cliente, restrição ao aplicativo mobile, colecionáveis sem uso prático e um cashback cheio de polêmicas. Ele começou, acabou e o público nunca o viu em sua glória.
A aposta no PlayStation Classic foi um desastre comercial. O sistema era um emulador mal-otimizado, não havia tantos games emblemáticos no dispositivo e a inclusão de versões europeias em formato PAL, que rodavam em 50 Hz, fizeram o hardware mofar nas prateleiras.
A Sony subestimou o ecossistema online. A PSN passa por quedas constantes, ataques hackers, falhas de segurança e outros problemas há pelo menos duas décadas. Nunca foi tomada uma ação prática que eliminasse parte destes problemas.
A Bluepoint Games, conhecida pelos remakes de Shadow of the Colossus e Demon’s Souls, foi fechada. Bastou um projeto que não deu certo, o multiplayer de God of War, para os executivos demitirem toda a equipe e fecharem as portas do estúdio.
Nos portáteis, a Sony errou com o PS Vita, que teve cartão de armazenamento caro e falta de suporte de estúdios. Nos anos 2020, o PS Portal surgiu como um reprodutor do PS5, mas sua conexão exclusiva por Wi-Fi e a falta de recursos tiraram seu potencial.
No mercado de PCs, os games da companhia fracassaram por baixas vendas, provocadas pelo atraso na transição e pela exigência de conta na PlayStation Network. A Sony encerrou seus esforços de forma definitiva.
A resistência à retrocompatibilidade foi outro erro. A companhia não achava que o público ligaria para o recurso, e ele nunca foi implementado no PS4. Até o PlayStation 3, discos da plataforma anterior funcionavam em determinados modelos.
O foco em jogos como serviço foi um tiro no pé. A Sony direcionou estúdios para criar jogos com apelo multiplayer e microtransações, mas correu atrás de uma tendência datada, o que levou a lançar games fracos, fechar estúdios e passar por uma vergonha global com Concord.
O “superchip” Cell do PlayStation 3 foi a razão pela qual muitos estúdios faziam jogos exclusivamente para o console, já que portá-los era complexo. Títulos como Metal Gear Solid 4 ficaram presos lá por anos.
O fim das mídias físicas foi decretado pela Sony em 2026. Com problemas em relação à preservação de games, posse e preços dinâmicos, a companhia tomou o caminho errado. Muitos protestaram com o cancelamento de contas na PS Plus e petições foram criadas.